sábado, 6 de agosto de 2011

De volta!! :-D

Esta semana voltei das férias da Bienal.
Agora numa nova etapa vamos estudar profundamente os artistas e os trabalhos que estarão nesta exposição.
Começando pelo maravilhoso trabalho da artista e fotógrafa Cindy Sherman.







Nascida em 1954 em Nova Jersey, cresceria em uma pequena cidade nova-iorquina sem nenhuma significante influência artística familiar. 
Mesmo assim, estava interessada em pintura e logo matriculou-se em artes visuais na State University College of Buffalo. 
O movimento seria frustrante por um lado eu estava meticulosamente copiando a arte dos outros, ela diz, mas benéfico por outro já que a aproximaria da fotografia.
Ser o outro, centenas de imagens, conhecidas, desconhecidas, imaginárias. Atriz noir, menina, manequim, prostituta, bronzeada, grotesca, viajante, imperfeita... 
Uma galeria infinita de personagens e personas, sempre femininas, femininas nas diferentes fases de sua carreira, femininas à exaustão. Feminista? Recusa-se: eu não vou sair por aí defendendo essa coisa besta de teorias feministas. Seu trabalho também transita pela montagem de cenários e situações macabras, pelo uso de próteses (em si ou fotografas) e pelo cinema.


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2010/08/fabricar_um_corpo_de_mulher_cindy_sherman.html#ixzz1UGITqv3X







Cindy Sherman vai além do dispor de si, seu corpo levado para além dos limites de uma identidade pessoal própria, se torna um corpo qualquer, simplesmente uma pessoa fabricada. É nesse sentido que aparece a dificuldade de classificar sua série de fotografias onde é sua própria modelo como auto-retratos. Ora, ela nunca está lá.
Tento sempre distanciar-me o mais que posso nas fotografias. Embora, quem sabe, seja precisamente fazendo isso que eu crio um auto-retrato, fazendo essas coisas totalmente loucas com esses personagens, diz, mas seria possível? Com implicações psicanalíticas claras, a escolha e a criação dos tipos a serem fotografados são feitas pela própria autora, seriam uma projeção ou um querer ser? O enigma é o fascínio maior aqui. Não ser mais quem se é, ser outro, dissipar-se em ninguém é o que Cindy Sherman perturbadoramente nos propõe.


Leia mais: 
http://obviousmag.org/archives/2010/08/fabricar_um_corpo_de_mulher_cindy_sherman.html#ixzz1UGITqv3X


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