quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dias 6,7,8 , tudo junto...



Esta semana foi bem corrida, final de semestre é sempre uma loucura, mas enfim no começo da semana tivemos a oportunidade de discutir sobre o educativo das instituições em SP. Visto que no início do curso no ano passado alguns forma bem críticos em relação ao atendimento das mesmas e por fim acabaram lidando com as mesmas situações quando começamos o atendimento com a abertura da exposição na 29ª Bienal.


Na terça feira visitamos uma escola municipal que fica em Heliópolis.
Fiquei bem impressionada com o trabalho desenvolvido em conjunto pelos professores, coordenadores e diretor.
Lá o diretor tem um método de ensino diferenciado com referência na Escola da Ponte em Portugal, onde as salas amplas , sem paredes divisórias e os alunos sentam em pequenos grupos com professores de várias mtérias dando aula juntos.
Sinceramente não acreditava que isso pudesse ser aplicado aqui de forma que os alunos estudassem de forma organizada e produtiva, mas me enganei.
Segundo o diretor que nos atendeu os alunos tem autonomia e são respeitados como seres pensantes e não sem conteúdo como acreditava-se antigamente.
Fiquei feliz de saber que ainda tem pessoas ousadas que tem interesse em fazer uma educação melhor para aqueles que não tem acesso a uma escola particular.

Ontem assistimos uma palestra com o Giuliano que atualmente trabalha como curador CCSP, e foi supervisor na Bienal no ano passado.
Conversamos sobre questões pertinentes a palavra e poder.
Visto que aprendemos as palavras a principio por nossos pais e depois damos um sentido a mais as mesmas como isso se dá na comunicação?
Sempre me questiono sobre isso, porque as palavras embora tenham um sentido real tem significados diferentes para as pessoas e pesos difentes também.
Como isso atinge o outro?
Muitas vezes dizemos coisas sem pensar no peso que têm.
Como mediar um trabalho de arte com palavras com muitas vezes não alcançam a experiência de ver ou estar ali?
Algumas pessoas quando visitam uma exposição acreditando que o educador, monitor ou mediador presente ali é uma mera enciclopédia ambulante e quando são proposta ideias ou reflexões o educador é dito como uma pessoa despreparada.
Mas será que eu tenho que explicar tudo sempre?
Gostei muito de uma questão que o Giuliano trouxe a tona para discussão sobre o Professor "Emancipador" e o "Explicador".
Sobre isso ele contou a história de um professor que falava francês e viajou para outro país no qual ele não falava o idioma.
Lá vieram dois meninos que queriam muito aprender francês.
Mas ele não podia conversar com eles pois não falavam o mesmo idioma, então por meio de um intéprete o professor lhes deu um livro e pediu para que eles traduzissem.
Na semana seguinte os meninos voltaram com o livro traduzido.
Na minha visão pessoal acredito que quando uma pessoa deseja aprender ou estudar algo o que ele espera de um professor é que ele seja um parceiro , alguém que lhe incentive e lhe aponte caminhos para buscar o que ele deseja e não alguém que lhe explique , tudo e lhe dê tudo mastigado pois isso acaba também sendo desmotivante.
E isso se dá tanto na educação formal como na informal.
Quando acompanho um grupo numa visita não gosto de ir falando tudo, tento pelo menos deixar que as pessoas investiguem um pouco aquela obra também.
O que não é fácil, pois dá uma vontade enorme de sair falando sem parar, mas é interessante porque quando consigo me conter acabo descobrindo outras relações que as pessoas fazem e então acaba sendo uma troca o que me deixa muito feliz.

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